Por Tarso Nunes - RD News
A Polícia Federal (PF) encontra dificuldade para colher depoimento do senador Wellington Fagundes (PR). O impasse foi comunicado ao Supremo Tribunal Federal, em dezembro passado. A informação é da coluna Expresso, da Revista Época, assinada pelo jornalista Murilo Ramos. De acordo com a nota, Wellington alega falta de espaço na agenda para prestar depoimento.
Conforme os elementos colhidos pela PF, houve intenso lobby da empresa Rodrimar, concessionária de áreas no Porto de Santos, junto a autoridades públicas para conseguir benefícios no decreto presidencial. A empresa teria recorrido ao ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, ao deputado Beto Mansur (PRB-SP) e a Wellington.
O senador foi citado também em uma das perguntas direcionadas ao presidente da República Michel Temer (MDB) sobre os portos. Temer, em resposta à PF, negou que Wellington tenha lhe procurado para tratar sobre o novo decreto dos Portos, que teria beneficiado a Rodrimar, uma empresa do setor de portos.
O caso acerca dos portos veio à tona por meio da delação premiada dos donos e executivos da JBS. O republicano foi citado em diálogos do ex-assessor especial da presidência Rocha Loures, flagrado saindo de um restaurante com uma mala de dinheiro.
Em outra oportunidade, Wellington disse que a principal demanda do Grupo Rodrimar sobre prorrogação de concessões obtidas antes de 1993 não foi atendida no decreto que define mudanças de regras no setor portuário assinado em maio do ano passado.
O senador afirmou ainda que Temer não usou a MP dos Portos para favorecer qualquer empresa. Reforça que Rocha Loures participava das reuniões como parlamentar. E o fato de estar envolvido em outro processo criou-se uma dúvida na imprensa.